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Dia Mundial de Prevenção de Quedas

Celebrado em 24 de junho, a data é um alerta para os riscos principalmente em idosos e especialistas do INTO orienta sobre prevenção e consequências.

Instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 24 de junho é celebrado o Dia Mundial de Prevenção de Quedas. A data é um alerta para os riscos de quedas, que afetam pessoas de todas as idades, mas principalmente idosos, já que a população idosa cresce rapidamente no mundo. A previsão é que chegue a 1,6 bilhões de pessoas acima de 65 anos em 2050. As quedas em idosos são um problema de saúde pública global, com causas múltiplas e consequências graves, sendo uma das principais causas de lesões, incapacidade e morte. Um em cada três idosos com mais de 65 anos sofre queda ao menos uma vez por ano. Em idosos institucionalizados, a frequência é ainda maior. Dados do INTO apontam que 40% dos idosos com mais de 80 anos sofrem pelo menos uma queda ao ano.

As quedas são uma das principais causas de internações ortopédicas também. Para a terceira idade, as consequências podem ser graves, como fraturas e hospitalizações. De acordo com o Ministério da Saúde, as quedas são a segunda principal causa de morte por acidentes na terceira idade. O SUS registra mais de 300 mil atendimentos e cerca de 60 mil internações anuais de pessoas com 60 anos ou mais após quedas.

No INTO, entre janeiro e maio de 2026, mais da metade dos pacientes transferidos de outras unidades de saúde do município e do estado do Rio de Janeiro foram vítimas de quedas (na rua ou em casa). O número representa um aumento de mais de 48% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Dos 258 casos registrados nos cinco primeiros meses deste ano, a maioria está relacionada às chamadas quedas da própria altura, quando a pessoa perde o equilíbrio sem sofrer um trauma de grande impacto. Entre esses pacientes, cerca de 72% tinham 60 anos ou mais.

 

Causas das quedas em idosos

O envelhecimento aumenta as limitações físicas, reduz a autonomia e favorece quedas. As quedas resultam de uma falha de consciência, equilíbrio, força ou antecipação. A presença de doenças crônicas e história prévia de quedas constituíam um risco extremamente elevado para quedas em pacientes idosos. A sarcopenia, que é perda progressiva e generalizada de massa, força e função muscular que acompanha o envelhecimento, aumenta em 3,5 vezes mais o risco de queda.

Além das condições associadas à perda de massa muscular, que comprometem o equilíbrio e a força, o risco de quedas em idosos está também relacionado a outros fatores, como distúrbios de visão, diminuição de reflexos e a presença de doenças degenerativas, como as que dificultam a mobilidade. Dentre as patologias do envelhecimento associadas às quedas estão: neurológicas (AVC, demência, distúrbios de equilíbrio e parkinson); musculoesqueléticas (osteoporose, perda de massa muscular e osteoartrite); cardiovasculares (queda súbita da pressão arterial, arritmias e síncope); e outras, como diabetes, depressão, infecções pulmonares e distúrbios do sono.

Outros fatores que podem favorecer a queda, fora as patologias, são: ambientes com pouca luz, pisos escorregadios ou desnivelados, cadeiras e camas muito baixas e sem apoio para sentar e levantar, obstáculos no caminho, bengalas e andadores com ponteiras danificadas, entre outros.

“Muitas vezes a queda em si não é o principal problema. O que preocupa são as fraturas que ela pode provocar. Quando o idoso apresenta fragilidade óssea, o risco de sofrer lesões graves após uma queda é muito maior. As fraturas de quadril estão entre as lesões mais frequentes após quedas em idosos”, destaca o chefe do Centro de Trauma do INTO, Dr. Tito Rocha.

 

Prevenção das quedas em idosos

É importante seguir algumas dicas importantes para prevenção da queda: faça adaptação do ambiente doméstico, como remover tapetes soltos ou fixe-os com fita adesiva antiderrapante; use calçados adequados, escolhendo calçados com solado antiderrapante; realize exercícios físicos para fortalecimento muscular; faça acompanhamento periódico da saúde e uso de medicamentos, como exame regulares de visão e audição e monitoramento da pressão arterial; aprenda a levantar-se de cama e cadeiras de forma segura; e tome cuidado ao utilizar bengalas e outros dispositivos auxiliares, ficando atento a obstáculos no chão e pisos escorregadios. Em casa, faça adaptações, como colocar corrimão em escadas, barras de segurança nos banheiros e tapetes emborrachados ou cadeiras de plásticos para tomar banho.

O especialista do INTO, o ortopedista Dr Leonardo Rosa da Rocha, explica: “sabemos que algumas coisas podem reduzir o risco de quedas, como exercícios de força e equilíbrio, troca de medicamentos, correção visual, terapias cardiovasculares e segurança ambiental. Todos os idosos devem ser orientados sobre prevenção de quedas e prática de atividade física, com três horas de exercício por semana.”

No site do INTO, é possível acessar a cartilha sobre prevenção de quedas, disponível em: http://bit.ly/437TJpL.

24/06/2026

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