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INTO realiza reabilitação aquática para pacientes do Centro de Amputados.

Projeto Efluir é um iniciativa da equipe da Terapia Ocupacional da Área de Reabilitação e ajuda pacientes permitindo mobilidade com segurança.

 
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) utiliza a reabilitação aquática como estratégia terapêutica para pacientes do Centro de Amputados. O Projeto Efluir é uma iniciativa da equipe de Terapia Ocupacional da Área de Reabilitação e tem o objetivo de habilitar e/ou reabilitar os pacientes na piscina aquecida do INTO.

A terapia ocupacional no meio aquático para amputados utiliza as propriedades físicas da água, como flutuação e resistência, permitindo treinar a postura e a mobilidade com segurança. O foco é reabilitar o paciente para otimizar seu desempenho ocupacional. Com as atividades na piscina se adquire conscientização corporal, força, flexibilidade e coordenação motora, dentre outras, que são fundamentais para o desempenho de suas atividades.

A terapeuta ocupacional da Área de Reabilitação do INTO, Sandra Helena Moura, explica o conceito e a importância: “o nome do projeto efluir foi escolhido por significar emanar, irradiar. O ser humano tem relação íntima com o meio líquido, desde sua gestação. A água atua como facilitadora devido à diminuição da gravidade”.

Após resultados positivos desde sua criação, em 2021, e após uma parada no ano passado, o projeto retorna as atividades em 2026, com a mesma proposta, promovendo bem estar, autonomia e independência. A abordagem lúdica e funcional segue como diferencial, integrando os componentes neuromusculoesqueléticos e sociais, contribuindo para a adaptação à nova condição física.

Histórias de superação dos pacientes

Idealizado a partir da necessidade de um paciente amputado de braço, que era surfista e queria retornar ao esporte, o Efluir consolidou-se como uma alternativa inovadora no processo de reabilitação. O processo terapêutico também envolve etapas importantes fora da água, iniciando a atividade desde o vestiário, com orientações para o despir e vestir e o estímulo à independência. “Saio da piscina renovada. Essa terapia na água ajuda a aliviar as dores e melhora o meu desempenho no dia a dia”, conclui Marcia Barbosa dos Santos, paciente amputada de membro inferior.

Para o paciente Jorge Rocha Oliveira, amputado de membro superior, “as atividades da terapia ocupacional na piscina mexem com o corpo todo. Acho muito bom para manter nosso corpo em atividade. Faço muitos exercícios para testar a força, como jogando a bola com a prótese em 3D para me adaptar cada vez mais”, conclui. Já Leila Oliveira, amputada de membro superior, explica a importância: “A terapia ocupacional pra mim foi tudo, principalmente na piscina. Perdi o medo e aprendi a ter mais equilíbrio”.

A retomada do projeto reforça o compromisso do INTO com a inovação e a excelência no cuidado em reabilitação.


27/05/2026

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